21 junho 2017

Playlist: finalmente férias

Quem me acompanha de pertinho já percebeu que minhas últimas semanas foram um terror, mas venho anunciar uma trégua: finalmente começaram as férias da faculdade. Sei que não é nem um mês de descanso, mas convenhamos que dá para ser bem feliz nesse meio tempo, certo? Eu deveria me formar este ano, mas acabei optando pela minha saúde mental e vou deixar a monografia para o ano que vem, o que resulta em uma Kelly preparada psicologicamente para intermináveis dias de pesquisa e casos de amor com o Word. De qualquer forma, já tirei um peso imenso das costas e confesso que ando até mais leve. Nos últimos dias, por exemplo, acabei ficando doente, mas não pense que fiquei de molho, muito pelo contrário: tirei esse tempo para fazer coisas que me proporcionam felicidade, como ler os livros parados, aprender aquarela e atualizar minha playlist de todo santo dia.
O motivo deste post é bem simples e até um tanto óbvio. Como eu adoro compartilhar por aqui as músicas que andam me acompanhando, não poderia deixar a oportunidade passar em branco. Sei que grande parte da população já deve conhecê-las, mas, cá entre nós, tem como não se animar com ritmos gostosinhos? Não sei bem o porquê (acho que DES-PA-CI-TO me pegou de jeito), mas tenho me identificado muito com músicas estrangeiras, portanto, hoje não teremos uma playlist comum, ela será como uma comemoração às férias e às inúmeras opções de músicas incríveis que estão espalhadas por aí. E, é claro, eu não poderia deixar de dar o play com a música responsável por todas as minhas dancinhas diárias.

É difícil não deixar se envolver com ritmos calientes, não é? Quem me vê de longe não faz ideia do meu gosto musical eclético e complicado, mas vou ser sincera em dizer que adoro essa diversidade, principalmente porque não é preciso ter vergonha de admitir o quanto as músicas bobas e clichês mexem comigo. Um dia ainda me ajeito, mas enquanto isso não acontece, seguimos com a programação normal de sexta-feira.

19 junho 2017

Quando a vida te cobra a crescer

Faz duas semanas que deixei o blog de lado para dar um jeito na minha vida. Não, não é uma desculpa boba, eu realmente tenho problemas sérios, tanto psicológicos quanto emocionais, quando a rotina vira uma correria sem tamanho. Enquanto escrevo este post, por exemplo, minha saúde não anda nada boa e tenho certeza de que isso é uma consequência dos dias em que não tive tempo nem de parar e pensar no próximo passo. Sei que a faculdade está quase terminando, mas, sendo bem sincera, eu não aguento mais. As pessoas já me perguntam se vou começar uma pós antes de finalizar a graduação, mas elas não fazem ideia do meu cansaço mental. Às vezes, fico pensando que não queria ser afetada tão facilmente, mas sou, e isso é uma droga.
Mas, se quer saber, eu sou grata pela minha correria diária. Sou grata por ter apresentado um bom desempenho no estágio e ser contratada, o que resultou em amizades que jamais pensei que poderiam existir. Sou grata pelos trabalhos em grupo da faculdade, porque eles me mostram mais do que nunca quem é quem. Sou grata pelos almoços de uma hora em um restaurante com comida ruim, porque as conversas jogadas fora são incríveis. Sou grata por ter tido coragem de entrar na academia e conhecer pessoas diferentes, com valores diferentes, em ângulos diferentes. Sou grata pelos finais de semana e pelos feriados, porque só assim aprendi a dar valor ao tempo que tenho. Sei lá. É um caso de amor e ódio com essa fase que a gente gosta de chamar de adulta.

Fico aqui me questionando se as crianças que querem ser adultas sabem o que vem no pacote completo. Será que elas entendem que vão ter que pagar contas? Será que sabem que vão precisar ir ao banco e perder mais de três horas para serem atendidas? Será que elas sabem que desenho animado e pipoca com refrigerante se tornarão ocasiões especiais? Será que compreendem que decorar a tabuada não chega nem perto de entender a lógica? A gente só se dá conta de que cresceu quando entende o porquê de o céu ser azul. 

Graças a Deus eu ainda não sei a resposta.

01 junho 2017

Para onde vai o amor?

Veja bem, moreno, o amor não vai para lugar algum. Quando é amor mesmo, quando é puro sentimento, quando as pernas tremem, as mãos soam, o coração acelera e as palavras falham, ele não vai embora. Há quem diga que essa teoria não existe, afinal, um dia você vai se permitir amar outras pessoas, mas se conseguir parar por um segundo para pensar no assunto, perceberá que há inúmeras formas de amor, e cada uma delas se encaixa com uma única pessoa. Você não consegue amar duas vezes da mesma forma, sabia disso? Infelizmente a gente só descobre depois de já estar com milhares de borboletas no estômago. Mesmo quando tudo conspira contra, o amor dá um jeitinho de ficar ali. De ser lembrado. E é eterno.
Você pode me chamar de antiquada, moreno, mas nós dois sabemos disso. Nós sabemos cada detalhe que nos foi permitido. Nós sabemos que quando se gosta de alguém tanto assim, os dias são mais coloridos, os doces são mais açucarados, as palavras ficam mais leves, os carinhos se tornam constantes, as pupilas dilatam e nada no mundo pode destruir essa felicidade. Nos tornamos mais fortes, mais capazes. Viramos super-heróis se for necessário. Pegamos a dor da outra pessoa e colocamos no nosso bolso, só para conseguir ver um sorriso. Damos bom dia ao porteiro carrancudo, ao chefe mal-humorado e até para aquela tia chata que vive reclamando da vida. Nos tornamos verdadeiros. Humanos.

Mas o amor, meu bem, ele não é assim tão fácil quanto parece. Há dias em que ele resolve tirar férias e nós temos que suportar por um tempo, mas é como diz a música, sem amor, nada seríamos. Há momentos também em que ele gera ódio, rancor e insônia, mas quer saber de um segredo? Isso só acontece com quem não se permite amar. Pode soar muito bobo para quem quer que seja, mas se você não se permite, como pode o amor fazer morada? Vai por mim, quando você se fecha, a dor de cabeça é infinitamente maior.

Agora, quando não é amor, pode parar em qualquer lugar. Vai parar na esquina do vizinho, na casa em frente, no ombro do colega ao lado, em um final de semana qualquer ou até vir na sua direção, só que, diferentemente do amor, ele passa. Vai embora. É um disfarce. E dói, machuca, abre uma ferida imensa no peito, mas se fecha depois. Se torna cicatriz.

O amor não passa, moreno. Não cicatriza. Ele fica ali grudadinho contigo até você saber que isso é a coisa mais importante do universo. Ele deixa uma abertura no peito só para você se lembrar do que está guardando. Vai doer mesmo depois de anos. Vai continuar machucando mesmo surgindo outros e outros amores. É horrível, sei disso. Não tenho motivos para convencer ninguém e nem a mim mesmo, mas quem é que precisa disso? Cada um sabe o que sente. Um dia a gente aprende a suportar e seguir em frente, mas enquanto isso, ele fica aqui comigo, com você, com a gente e com quem quiser tê-lo como companhia. O amor, moreno, se recusa a ir embora. Quem vai embora são as pessoas. O amor permanece. Sempre.
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