05 dezembro 2017

Monografia apresentada e uma nova bagagem

Eu comecei o semestre com milhares de ideias na cabeça e sonhos que possivelmente vão ficar por um longo tempo na listinha de desejos. Não que eles não possam se realizar, mas sei que sou impaciente e vivo mudando minhas prioridades de uma hora para outra. De qualquer forma, cá estou, sentada com uma sensação indescritível de paz e dever cumprido, escrevendo sobre algo que me tirou o sono diversas vezes. É irônico, não? Ainda que eu não possa dizer que mais um ciclo está se fechando, só queria deixar registrado o quanto é gostoso saber que a gente tem a capacidade de fazer as coisas acontecerem, mesmo quando o mundo te diz o contrário.
Durante esses três meses que se passaram, ouvi lamentos e comentários grotescos vindo de pessoas que jamais imaginei. Assim como também recebi incentivos e me inspirei em outras que nem mesmo passaram pela minha cabeça. Perdi o sono centenas de vezes, a ponto de sentar na cama e escrever no bloco de notas do celular algumas ideias que deveriam ser colocadas em prática. Vi e revi o mesmo filme mais de 10 vezes. Decorei diálogos, trilhas de fundo e partes do roteiro. Me descontrolei e tive vontade de sumir por todos os momentos em que não sabia o que fazer.

Me perdi de mim.

Tive crises de identidade e ansiedade. Ia trabalhar com olheiras e uma dor no pulso bastante chata por passar horas escrevendo. Perdi meus programas preferidos na televisão e fiquei chateada por isso. Surtei e briguei com muita gente — admito que algumas mereceram! Não tive tempo de fazer as coisas que gosto, como ter um dia de tédio e não fazer absolutamente nada. E tudo isso parece muito bobo quando colocado no papel, só que no calor do momento não é.

Mas eu também me descobri.

Como boa amante de um desafio, percebi um lado meu que há muito ficava escondido. Aprendi a ser mais independente e a fazer as coisas por amor. Me descobri como alguém que não tem mais medo de levar um tapa da vida. A gente cai e levanta, sempre! 

Nesses três meses, aprendi a me amar. Tive picos de euforia e desânimo na mesma intensidade. Chorei e dei gargalhada em um mesmo dia. Levo na bagagem conhecimentos que ainda não tinha tido contato até então. Sonhei com coisas que se realizaram, assim como vivenciei coisas inimagináveis. Aprendi a valorizar os elogios, mas principalmente as críticas. Entendi que temos aquilo que precisamos, e não necessariamente aquilo que tanto queremos. As coisas boas a gente só conquista com o tempo. E se não for merecido, esse momento não vai chegar.

Escrevo isso como um consolo. Escrevo para deixar o coração mais leve e a cabeça mais sensata. Escrevo para que, daqui alguns anos, quando reler este texto, saiba que posso ser o que quiser ser. E que ninguém além de mim pode fazer as coisas darem certo.

10 comentários:

  1. Lindo texto, disse tudo, acredito que muitas leitoras passam por isso também e nada como escrever para aliviar a alma e o coração. Muitas vezes é verdadeiramente preciso se perder para assim se descobrir e ver o quão sensacional você é. Daqui alguns anos você lerá esse texto e verá como as coisas tomam sempre rumos melhores com o nosso amadurecimento!
    Beijinho

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    1. Awn, muito obrigada pelo carinho ♥ Escrever deixa a vida mais levinha, né? Acho que o amadurecimento tem um papel fundamental na nossa essência. Quando nos perdemos para nos reencontrarmos as coisas parecem tomar um rumo.

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  2. " Escrevo para que, daqui alguns anos, quando reler este texto, saiba que posso ser o que quiser ser. E que ninguém além de mim pode fazer as coisas darem certo.

    Lindo demais! É nos sacrifícios , noites mal dormidas , picos de choro e euforia que descobrimos do que nós somos feitos e vc descobriu que você é forte e que foi feita para ser aquilo que quiser, contanto que mantenha foco no objetivo. Parabéns minha linda, agora é sair para comemorar! Para o alto e avante!

    www.vivendolaforanoseua.blogspot.com

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    1. Awn, muuuito obrigada, moça ♥ É mesmo nos momentos mais complicados que nos damos conta do que somos capazes. No fim, dá tudo certo e é aprendizado de sobra. Felizmente sabemos disso e lidamos melhor com os desafios dessa forma.

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  3. Posso dizer que me emocionei?
    Posso porque já sou de casa.
    E porque me identifiquei.
    Eu to tão feliz por você, a gente participou um pouquinho desse teu trajeto, através das palavras que encontramos aqui no Caligra e sabemos o quanto isso era grandioso para você, tanto em desafio, quanto todas as outras coisas que citara.
    A gente pode ser o que quiser.
    A gente pode vencer qualquer coisa.
    Obrigada, Kelly <3 por isso.
    Obrigada por sempre ter textos que nos arrancam da cadeira para um oceano de pensamentos e reflexões.
    Todo o sucesso do mundo para você e toda a autoconfiança e amor também.
    Mil beijos!

    Com carinho, Beca; Café de Beira de Estrada

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    1. Já é de casa mesmo ♥ É muito difícil escrever e não deixar que os outros participem dessas trajetórias iuaheiuhe, mas é ótimo saber que tanto você quanto outras pessoas me leram e me acolheram nesse processo. É gratificante e lindo! Muito obrigada por todo carinho, Beca, só tenho a te desejar um mundo.

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  4. Que texto lindo Kelly. "Me perdi de mim." isso aconteceu comigo também quando me vi fazendo mil coisas menos me cuidando e me amando. Isso também serviu para eu ver que nada nem ninguém é mais importante do que o meu bem estar e que bom que vc também está aprendendo, estamos juntas <3 um bj
    -
    www.suave-pensamento.blogspot.com

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    1. Errando e aprendendo sempre, né? É muito bom quando nos damos conta dos erros e conseguimos arrumar ♥ Parabéns por ter entendido e aprendido que você vale muito! E sim, estamos juntas nesse caminho.

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  5. Aaaaa que texto incrível a cada dia que procuro mais por blogs mais eu aprendo e mds obrigado por esse texto incrível me fez refletir e espero que aprender tbm

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    1. Ah, que coisa mais bonita ♥ É muito bom quando nos damos ao luxo de aprender com as adversidades da vida. Obrigada pelas palavras!

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