17 abril 2017

Vermelho Como O Sangue, de Salla Simukka

Eu tenho um problema imenso com trilogias ou sagas, não por não gostar, mas porque acabo ficando mais ansiosa do que o normal com a continuação da história. Quando peguei este livro para ler, fiquei com medo de sentir exatamente essa sensação, mas felizmente não foi bem isso que aconteceu. Apesar do livro fazer parte de uma trilogia, ele termina de forma coerente, assim como o segundo livro começa em outro ambiente, focando em outras situações. Também fiquei com receio por ser inspirado no clássico de A Branca de Neve, mas gostei de como a autora fez a adaptação e recriou cenários e personagens. No entanto, a história é tão fraca que mal consegue conduzir o leitor até o final. Sabe quando você está no começo do livro, mas já sabe o final? É isso.
Limikki é uma garota fora do comum. Aos 17 anos e morando longe da família, ela aprendeu a se acostumar com a caixinha de fósforos que chama de casa. Mas isso não é exatamente um problema, afinal, seu principal objetivo é se concentrar nos estudos da conceituada escola de arte da qual integra. Mas seus planos vão por água abaixo quando ela resolve tomar um ar fresco durante o intervalo das aulas e entra na sala escura de fotografia. Ela acredita estar sã e salva das pessoas perfeitas ali dentro, mas ao sentir algo em seu braço, Lumikki liga as luzes e se depara com inúmeras notas manchadas de vermelho penduradas no varal do laboratório.

Título: Vermelho Como O Sangue
Autor: Salla Simukka
Páginas: 240 páginas
Editora: Novo Conceito
No congelante inverno do Ártico, Lumikki Andersson encontra uma incrível quantidade de notas respigadas de sangue, ainda úmidas, penduradas para secar no laboratório de fotografia da escola. Aos 17 anos, Lumikki vive sozinha, longe de seus pais e do passado que deixou para trás. Em uma conceituada escola de arte, ela se concentra nos estudos, alheia aos flashes, à fofoca e às festinhas dominadas pelos garotos e garotas perfeitos. Depois que se envolve sem querer no caso das cédulas sujas de sangue, Lumikki é arrastada por um turbilhão de eventos. Eventos que se mostram cada vez mais ameaçadores quando as provas apontam para policiais corruptos e para um traficante perigoso, conhecido pela brutalidade com que conduz os seus negócios. Ela perde o controle sobre o mundo em que vive e descobre que esteve cega diante das forças que a puxavam para o fundo. Quando o sangue mancha a neve, talvez seja tarde demais para salvar seus amigos. Ou a si mesma.
Ninguém notaria caso ela saísse de lá com as notas dentro da mochila, no entanto, seria errado e estranho, afinal, o dinheiro está, literalmente, sujo de sangue. Alguém se deu ao trabalho de lavar nota por nota, mas infelizmente não foi bem sucedido com sua intenção. Ela não poderia simplesmente roubar aquilo, tinha certeza de que era de algum estudante, só não sabia quem. Assim, ela decidiu que, quando a aula terminasse, checaria novamente, e, se o dinheiro ainda estivesse lá, levaria para a polícia ou pensaria em outra opção para solucionar o caso. Só que quem ela menos espera é o principal responsável por todo aquele dinheiro. Ela já está mais do que envolvida.
Quando os três responsáveis (dois garotos e uma garota) ficam sabendo que Lumikki havia os seguido, eles a intimidam, colocando-a como parte do grupo. Elisa, uma das garotas perfeitas que descobriu o saco de dinheiro no quintal de casa, acaba fazendo de Lumikki sua melhor amiga e confidente. Dessa forma, as duas se envolvem no mistério das notas e precisam descobrir de onde veio o saco com sangue, mas outros acontecimentos tiram o rumo do grupo, colocando-os em perigo e trazendo à tona o grande "Urso Polar", o mestre dos traficantes.

Vermelho Como O Sangue é um livro que você pega para ler quando está com tédio e precisa fazer alguma coisa interessante para passar o tempo. A história em si não é ruim, mas é fraca e com personagens extremamente rasos, típicos clichês. A protagonista principal, por exemplo, segue a linha Girl Boss, que consegue se safar de todos os problemas com habilidades ninjas incríveis. Elisa, em contrapartida, é uma patricinha rica que descobre ser inteligente a medida em que a narração flui. Já os outros dois garotos, são inúteis. Aparecem ao longo da história uma vez ou outra e até fazem seus papéis se tornarem importantes em alguns momentos, mas é só.
A leitura é rápida, mas em alguns momentos acaba se tornando arrastada. Eu, particularmente, não entendi o motivo da autora separar a história em três livros, sendo que todos eles possuem pouquíssimas páginas, com um conteúdo mal trabalhado. Acho que se ela tivesse juntado tudo em um único livro, focando melhor nos personagens e no contexto da narrativa, algo incrível teria sido criado. Mas quem sou eu para dizer isso, não é? Eu comecei a ler com expectativas positivas, mas me decepcionou um pouco. E por um pouco quero dizer exatamente isso, porque já imaginava que seria uma história água com açúcar, só não esperava que fosse tanto.

Quanto a diagramação, também achei bem fraca. Não consegui me conectar com o projeto gráfico do livro. As folhas são amareladas e os capítulos são pequenos, mas achei que a imagem do livro no geral ficou feia. Portanto, concluindo minha opinião, acredito que é uma obra bacana, mas não chega a ser sensacional. Na verdade, está bem longe disso. Aliás, também já conclui a leitura do segundo livro e trarei uma resenha sobre ele em breve, mas já adianto que segue a mesma linha, talvez até mais fraca ainda. E sobre o terceiro livro, não quero nem esperar nada dele.

4 comentários:

  1. Acho incrível como suas resenhas transparecem exatamente o que você tem como opinião. Naquelas em que o livro ganha cinco corações e uma resenha positiva, eu quase sempre fico eufórica para ler também e provavelmente adiciono na minha lista de Quero Ler do Skoob, já naquelas em que a opinião não é tão positiva assim é como se eu levasse um balde de água fria — mesmo sem sequer conhecer o livro e obviamente, ter alguma expectativa com ele.

    Vou te falar que também não me dou bem com sagas. Já comecei inúmeras: Fallen, Rangers — A Ordem dos Arqueiros, Percy Jackson, Coração de Tinta e a série sobre Robert Langdon (aquela que tem O Código da Vinci, do Dan Brown). A única que terminei mesmo foi As Crônicas de Nárnia. Isso porque li aquela edição com volume único e porque os livros são curtinhos, sendo que os 7 juntos não chegam a passar das 800 páginas. Mas mesmo assim, ainda quero começar a ler O Senhor dos Anéis, As Crônicas Vampirescas, Cinder e Desventuras em Série.

    Atualmente estou lendo As Crônicas de Sookie Stackhouse (ou Vampiros Sulinos), que tem 13 livros e serviu de base para a criação da série True Blood, da HBO. Estou no 11º e, apesar de estar gostando de acompanhar um pouco mais da vida da Sookie, além do que a série televisiva mostra, vou te confessar que depois de um certo tempo até está se tornando cansativo saber tanto, de uma vez só, da mesma personagem. É quase como aquele amigo que te manda áudio enorme no whatsapp e espera conselho, sabe? haushash' Enfim, chato é que quero ler outras coisas, mas não consigo porque me sinto traindo a Sookie e fico com medo de esquecer de tudo quando quiser retornar depois. Mas vamos lá. Enfim, falei demais (como quase sempre)...

    Ótima resenha Kelly! ♥

    Com carinho,
    Conto Paulistano.

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    1. Sagas são complicadas, mas acabam ganhando o coração da gente de forma tão rápida, né? Até hoje, a única que consegui finalizar foi Crepúsculo, e admito que ainda hoje é uma das minhas histórias preferidas rs ♥ The Faleen já está na minha lista de desejados faz tanto tempo que simplesmente acabo esquecendo da existência rs. Harry Potter, por incrível que pareça, nunca consegui ler nenhum dos livros, apesar de amar os filmes e não perder uma única vez. Acho que tudo é uma questão de tempo. Quando termina a saga, eu pego para ler com uma vontade imensa aueiauhe. Eu super entendo tua sensação de melhor amigo com áudio imenso aiueaiuhe, tem personagens que realmente seguem essa linha, aí acaba ficando super cansativo. Enfim, obrigada pelo comentário inspirador. Fico feliz que consiga perceber esse sentimento com relação as minhas resenhas.

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  2. Eu recebi e comecei a ler o segundo livro, e acho que por não conhecer a primeira história ele me pareceu mais interessante em um primeiro momento. Mas aí ficou um pouco arrastado e dei uma pausa na leitura :( Um beijo!

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    1. O segundo achei que o conteúdo é ainda mais fraco do que o primeiro. Pode ter sido só impressão, mas não gostei rs. Espero que consiga ler o primeiro ♥

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