03 fevereiro 2016

Zac & Mia, de A.J. Betts

Esse é um daqueles livros que encontrei por acaso em um dia de promoção e o escolhi porque a capa era linda e a sinopse remetia a uma história interessante. Depois de fazer o pedido, me sentei para ler algumas resenhas e fiquei com o coração na mão, pois todos diziam a mesma coisa, no mesmo tom e no mesmo desgosto. Zac & Mia era uma cópia mais ou menos de A Culpa é das Estrelas, diziam eles. A história é um plágio, diziam eles. É uma versão sem sal, diziam eles. Me arrependi de ter lido, diziam eles. Só que quando o peguei para ler, senti uma raiva enorme por dar ouvidos àquelas críticas vazias. A história é comum sim, remete ao mesmo momento, mas não tem nada a ver, os personagens não são parecidos nem possuem a mesma essência. É um livro que me ganhou logo nas primeiras páginas, apenas.
A obra conta a história de Zac, um jovem de 17 anos diagnosticado com leucemia e em final de tratamento. Para se recuperar por completo e dar adeus ao hospital por um bom tempo, o garoto precisa se adaptar ao transplante de medula óssea pelo qual acabou de passar, ficando isolado do mundo exterior por longos dias. Sua rotina é encontrar formas de se divertir junto a mãe, que não o deixa sozinho nem mesmo por um minuto. O quarto ao lado do seu ganha, então, uma nova paciente, uma garota brava e mal-humorada que coloca sua música no último volume e torce para que todos a deixem sozinha. Em um momento de sorte, Zac dá um jeito de avisar à colega que está incomodado, batendo na parede algumas vezes. A retribuição dela ao seu gesto muda o rumo da história inteira.

Título: Zac & Mia
Autor: A.J. Betts
Páginas: 288 páginas
Editora: Novo Conceito
❤❤❤❤
A última pessoa que Zac esperava encontrar em seu quarto de hospital era uma garota como Mia - bonita, irritante, mal-humorada e com um gosto musical duvidoso. No mundo real, ele nunca poderia ser amigo de uma pessoa como ela, mas no hospital as regras são diferentes. Uma batida na parede do seu quarto se transforma em uma amizade surpreendente. Será que Mia precisa de Zac? Será que Zac precisa de Mia? Será que eles precisam tanto um do outro?
Zac é um garoto comum, diagnosticado com leucemia quando era um pouco menor, está sempre no hospital para fazer acompanhamentos. Sua mãe não o larga por nada no mundo, inclusive, já virou uma espécie de funcionária do lugar, levando bolinhos para os novos pacientes e tentando animar aqueles que estão em situações mais graves. Depois de realizar um transplante de medula óssea, o garoto precisa ficar por um tempo isolado até se sentir bem o suficiente para ir para casa. Nesse meio tempo, ele conhece Mia, uma garota teimosa que pretende deixar sua saúde bem longe do conhecimento alheio, vivendo intensamente nas redes sociais como se nada houvesse acontecido.
Depois de algumas batidas na parede e uma solicitação de amizade no Facebook, os dois começam a se aproximar, conversando durante as madrugadas de insônia através do bate-papo. Em sua última noite no hospital, Zac acorda em um susto com Mia acolhida em seus braços. Ele não fala nada, apenas se aconchega ao corpo dela e dorme tranquilamente, acordando no outro dia sozinho, sem nem mesmo sinal de vida no quarto ao lado, restando apenas a vaga lembrança do cheiro de milk-shake de baunilha e uma certa saudade que tinha certeza de que sentiria, mais cedo ou mais tarde, querendo ou não.

Já em casa e recuperado depois de alguns meses da cirurgia, coincidentemente o garoto se depara com Mia entrando furtivamente pela janela de seu quarto em uma noite qualquer, abalada e bastante doente, numa rota alternativa de fuga planejada. Mesmo que por acaso, os dois acabam se tornando uma boa companhia um para o outro, dividindo sonhos, decepções, dores, alguns planos e mentiras também. Zac tenta a ajudar de todas as formas imagináveis e teoricamente possíveis, nascendo, assim, um novo amor desconhecido por ambos os lados, capaz de ultrapassar barreiras que nem mesmo a falta de tempo poderia mudar.
Com uma escrita leve e bastante comum, a narração intercala entre os momentos de Zac e os momentos de Mia, cada um contando seu ponto de vista. O livro é divido em capítulos e separado por três partes. A leitura flui com uma facilidade enorme, o que pode-se comprovar com a minha leitura concluída em apenas um dia. A autora conseguiu definir muito bem cada personagem, com suas personalidades fortes, gostos peculiares e pensamentos claros, cada qual com a sua forma de ver o mundo e lidar com as situações. O começo é um pouco confuso, pois inicia já no instante em que as coisas estão acontecendo, então, algumas vezes, acabei me perdendo e tendo de voltar algumas páginas para me situar, mas com o decorrer da história tudo começa a se encaixar perfeitamente.

Apesar de ser parecido com muitas outros que estão estampados nas livrarias, o livro é diferente dos que já li nesse estilo. Ele me encantou, não pela capa, apesar de linda, não pela sinopse ou críticas lidas anteriormente, mas sim pelo conjunto inteiro. É uma daquelas obras que sei que não posso convencer ninguém a lê-la a menos que isso realmente aconteça, afinal, não é necessariamente uma raridade, o que pode não despertar a curiosidade das pessoas, mas quando você a pega para ler, descobre um universo maravilhoso. Só posso dizer que é uma história linda e que pode surpreender qualquer um, em qualquer situação. Virou um dos meus livros preferidos também, e espero que encante muitas outras pessoas.

12 comentários:

  1. oi, oi.

    acho tão bom quando eu leio um livro criticado por geral e, no fim, acabo me surpreendendo com a história. isso deve ter acontecido contigo e a sensação é ótima. :)

    realmente a história parece ser semelhante à do Green, mas, claro, deve ter muita coisa diferente, tipo o lance do Facebook. na história do Green, geralmente os personagens trocavam só SMS... se a gnt for ver o detalhe, é apenas uma outra história inspirada em uma famosa.

    adorei a resenha! bjs!
    Não me venha com desculpas

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    1. Também gosto disso, mas sinto um tantinho de raiva junto, porque parece quase impossível só eu ter gostado da história, sabe? Ou criticaram sem saber ou realmente não gostaram. É complicado. Mas as duas histórias parecem sim semelhantes, mas no desenrolar você consegue perceber um caminho bem diferente entre as duas.
      Que bom que gostou ♥

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  2. Oi Kelly. Nunca li nenhum dos dois livros, confesso que o gênero não é meu preferido. Assisti só o filme e confesso que não gostei, hehe. Mas achei bacana você ter dado uma chance mesmo depois de ler tantas críticas negativas!
    Beijos

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    1. Deveria dar uma chance aos dois, moça, juro. A Culpa é das Estrelas é um dos meus livros barra filmes preferidos e morro de amores por eles. Soa clichê sendo um título tão "modinha", mas é muito bom. E sobre esse, bem, me ganhou também ♥ Espero que tente os enxergar com outros olhos, tenho certeza de que não irá se arrepender.

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  3. Que surpresa! Eu não comprei este livro exatamente por conta das críticas excessivas à história, até porque gosto muito de A Culpa é das Estrelas. É sempre bacana ver os dois lados né? Eu costumo dizer que cada um tem uma experiência de leitura diferente, e fico feliz de ver que, depois de tanto negativismo, você acabou gostando muito do livro! Um beijo : *

    www.fleurdelune.com.br

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    1. Fiquei com um receio enorme no começo, pensando um milhão de coisas, mas depois vi que não era nada disso. A história é parecida sim, mas nem chega perto de ser um plágio ou uma cópia parafraseada. O fato de ter a mesma doença envolvida não quer dizer que siga o mesmo ritmo, acho que as pessoas precisam entender isso antes de qualquer coisa. É um livro muito bacana ♥

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  4. Adorei ler a sua resenha, já tinha lido uma antes e não chegou a ser negativa, mas a pessoa que escreveu não gostou taaanto assim do livro. Eu fiquei curiosa sobre ele desde o início, eu com certeza vou ler quando tiver a oportunidade. Não achei a premissa nada parecida com A Culpa é das Estrelas ;)
    Thaís na Cidade

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    1. Acho que depende muito de pessoa para pessoa, algumas vão gostar mais, outras menos, isso faz parte, não é? Espero que goste tanto quanto gostei e que se anime com a história. Eu achei um mimo ♥

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  5. Não imaginava que o livro se tratava disso, mas gostei muito da história.Eu particularmente gosto desse gênero, mesmo sendo uma história parecida com outras.
    As fotos ficaram lindas.
    Beijo

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    1. Quando você se depara com a capa, não consegue definir muito bem sobre o que se trata, não é? Mas é uma história muito fofa ♥ Muito obrigada Cami.

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  6. Você acaba de me convencer! Adoro essa capacidade que os livros tem de surpreender, às vezes sou tão radical que nem leio as sinopses, e embarco numa aventura às cegas. Mas desta vez já tenho vários pontos positivos e com certeza ele estará entre os que terei lido até o fim do ano.
    Beijos, Kelly!

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    1. Awn, que bom que tive essa parcela de culpa iuhhuea ♥ Eu quase nunca leio as sinopses, acredita? É difícil alguma me chamar atenção ou me dar vontade de ler o livro. As vezes até me rendo para saber um pouquinho do que se trata, mas quase nunca me surpreendem. Espero que consiga ler, e que goste muito, porque a história é uma fofura.

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