27 junho 2017

Branco Como a Neve, de Salla Simukka

Sabem como sou quando venho falar sobre livros por aqui, não é? Na maioria das vezes, é só amores e elogios intermináveis, já que sou extremamente fácil de ser conquistada pelos personagens. No entanto, quando digo que não gosto de determinada história, é porque realmente há algo de errado. Quando terminei a leitura de Vermelho Como o Sangue, senti aquela sensação ruim de que a história deveria parar por ali. Mas não. A autora fez questão de montar uma trilogia e escrever mais dois livros sobre a mesma personagem. Eu não sei quanto ao último livro, na verdade, provavelmente nem o lerei, mas em Branco Como a Neve só pude constatar aquilo que já imaginava: a história é ainda mais rasa do que a primeira.
Depois de toda loucura em que esteve envolvida, Lumikki achou que era o momento certo para dar uma pausa e tirar as tão merecidas férias. Praga, enfim, acabou sendo o seu destino final. Mas é claro que o perigo a encontraria novamente, no entanto, agora na forma humana. Em um dia qualquer de descanso e histórias, a garota é surpreendida por uma jovem que se diz sua meia-irmã. Seria estranho e provavelmente uma coincidência muito bárbara, não? Mas Lumikki quer voltar a acreditar nas pessoas, então dá uma chance para que a mulher estranha conte à ela toda a sua angústia. Só que Lumikki não imaginava quantos segredos haviam escondidos pelas ruas de Praga.

Título: Branco Como a Neve
Autor: Salla Simukka
Páginas: 224 páginas
Editora: Novo Conceito
❤ Livro cedido em parceria com a editora
Recuperando-se do terror que vivenciou nas mãos da máfia, Lumikki tem a chance de deixar a Finlândia, livrando-se das roupas pesadas, das lembranças sombrias e do perigo. Ela só quer ser uma garota normal, misturar-se à multidão de turistas e aproveitar as férias. Quando Lumikki conhece Zelenka, uma jovem misteriosa que alega ter o mesmo sangue que ela, as coincidências são inquietantes. Rapidamente ela se vê envolvida no mundo triste daquela mulher, descobrindo peças de um mistério que irá conduzi-la a uma seita secreta e aos mais altos escalões do poder corporativo. Para escapar dessa trama asfixiante, Lumikki não poderá fazer tudo sozinha. Não desta vez.
Seria possível uma mulher sem contexto virar a vida de Lumikki de cabeça para baixo de um dia para o outro? Quando a jovem se rende a conhecer Zelenka de forma mais intensa, começa a se questionar sobre sua própria existência e sobre o relacionamento que tem com os pais. Ela se vê perdida e, ao mesmo tempo, curiosa sobre a situação. Dando um voto de confiança à mulher, Lumikki tenta associar as histórias contadas ao seu passado, mas a jovem sente que há algo errado em toda essa descoberta. Zelenka não é uma pessoa normal, com sentimentos comuns e expressões fáceis, ela exala medo e desconfiança. Ao ser convidada para conhecer a família de Zelenka, Lumikki se depara com o perigo, mas, desta vez, não é ela quem está correndo o risco. 

Jiri Hasek é um jornalista investigativo que está juntando provas sobre uma seita secreta. A publicação correta de uma matéria como esta certamente o colocará no topo de sua carreira, mas ele precisa de testemunhas, de pessoas que realmente estejam dispostas a falar sobre o assunto, o que o leva até Lumikki. No entanto, isso também requer cuidado, pois sua identidade precisa ser mantida, e lidar com pessoas perigosas pode ser o fim de tudo que sonhou. Por isso, agora, os dois precisam correr contra o tempo para salvar suas próprias vidas e a de muitas outras pessoas.  
Em Branco Como a Neve, pude perceber certo amadurecimento por parte da personagem principal com relação ao primeiro volume da trilogia. Ela está mais confiante, mais determinada e pronta para qualquer situação inesperada, mas, assim como no primeiro livro, a história narrada de forma rasa me incomodou muito. Eu levei dias para terminar a leitura desta continuação, sendo que a obra só tem 200 páginas. Isso atrasou todas as outras leituras que deveria fazer e, pior, não acrescentou nada na minha concepção como leitora. Eu precisei ler inúmeras resenhas já publicadas sobre o livro para conseguir me lembrar da história. 

Admito que coloquei um pouco de expectativa nos novos personagens da trama, mas acabei me deparando com criaturas tão superficiais quanto as primeiras. Eles não possuem características descritas e os pontos citados são muito básicos, não construindo por completo a visão de cada um. Além disso, o desfecho de todo o caso envolvido é extremamente previsível, dando a entender até os detalhes do que só vai acontecer, de fato, no final.
Mesmo que a escrita da autora seja diferente e que a história se desenrole de forma simples, trazendo à tona uma personagem forte e interdepende, quebrando o estereótipo de mulher frágil e à espera de um príncipe, sempre acreditei que um livro precisa conter aquele quê a mais que desperta a imaginação do leitor e o faz sair da realidade, entrando em um mundo paralelo que o faz enxergar detalhes jamais percebidos. Eu não senti isso. Eu não senti nada com relação ao livro, apenas um vazio. Com a minha mais sincera opinião, não o recomendaria para ninguém.

21 junho 2017

Playlist: finalmente férias

Quem me acompanha de pertinho já percebeu que minhas últimas semanas foram um terror, mas venho anunciar uma trégua: finalmente começaram as férias da faculdade. Sei que não é nem um mês de descanso, mas convenhamos que dá para ser bem feliz nesse meio tempo, certo? Eu deveria me formar este ano, mas acabei optando pela minha saúde mental e vou deixar a monografia para o ano que vem, o que resulta em uma Kelly preparada psicologicamente para intermináveis dias de pesquisa e casos de amor com o Word. De qualquer forma, já tirei um peso imenso das costas e confesso que ando até mais leve. Nos últimos dias, por exemplo, acabei ficando doente, mas não pense que fiquei de molho, muito pelo contrário: tirei esse tempo para fazer coisas que me proporcionam felicidade, como ler os livros parados, aprender aquarela e atualizar minha playlist de todo santo dia.
O motivo deste post é bem simples e até um tanto óbvio. Como eu adoro compartilhar por aqui as músicas que andam me acompanhando, não poderia deixar a oportunidade passar em branco. Sei que grande parte da população já deve conhecê-las, mas, cá entre nós, tem como não se animar com ritmos gostosinhos? Não sei bem o porquê (acho que DES-PA-CI-TO me pegou de jeito), mas tenho me identificado muito com músicas estrangeiras, portanto, hoje não teremos uma playlist comum, ela será como uma comemoração às férias e às inúmeras opções de músicas incríveis que estão espalhadas por aí. E, é claro, eu não poderia deixar de dar o play com a música responsável por todas as minhas dancinhas diárias.

É difícil não deixar se envolver com ritmos calientes, não é? Quem me vê de longe não faz ideia do meu gosto musical eclético e complicado, mas vou ser sincera em dizer que adoro essa diversidade, principalmente porque não é preciso ter vergonha de admitir o quanto as músicas bobas e clichês mexem comigo. Um dia ainda me ajeito, mas enquanto isso não acontece, seguimos com a programação normal de sexta-feira.

19 junho 2017

Quando a vida te cobra a crescer

Faz duas semanas que deixei o blog de lado para dar um jeito na minha vida. Não, não é uma desculpa boba, eu realmente tenho problemas sérios, tanto psicológicos quanto emocionais, quando a rotina vira uma correria sem tamanho. Enquanto escrevo este post, por exemplo, minha saúde não anda nada boa e tenho certeza de que isso é uma consequência dos dias em que não tive tempo nem de parar e pensar no próximo passo. Sei que a faculdade está quase terminando, mas, sendo bem sincera, eu não aguento mais. As pessoas já me perguntam se vou começar uma pós antes de finalizar a graduação, mas elas não fazem ideia do meu cansaço mental. Às vezes, fico pensando que não queria ser afetada tão facilmente, mas sou, e isso é uma droga.
Mas, se quer saber, eu sou grata pela minha correria diária. Sou grata por ter apresentado um bom desempenho no estágio e ser contratada, o que resultou em amizades que jamais pensei que poderiam existir. Sou grata pelos trabalhos em grupo da faculdade, porque eles me mostram mais do que nunca quem é quem. Sou grata pelos almoços de uma hora em um restaurante com comida ruim, porque as conversas jogadas fora são incríveis. Sou grata por ter tido coragem de entrar na academia e conhecer pessoas diferentes, com valores diferentes, em ângulos diferentes. Sou grata pelos finais de semana e pelos feriados, porque só assim aprendi a dar valor ao tempo que tenho. Sei lá. É um caso de amor e ódio com essa fase que a gente gosta de chamar de adulta.

Fico aqui me questionando se as crianças que querem ser adultas sabem o que vem no pacote completo. Será que elas entendem que vão ter que pagar contas? Será que sabem que vão precisar ir ao banco e perder mais de três horas para serem atendidas? Será que elas sabem que desenho animado e pipoca com refrigerante se tornarão ocasiões especiais? Será que compreendem que decorar a tabuada não chega nem perto de entender a lógica? A gente só se dá conta de que cresceu quando entende o porquê de o céu ser azul. 

Graças a Deus eu ainda não sei a resposta.
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