27 março 2017

Livros da DarkSide que você precisa conhecer

Ontem, o site da Amazon abriu as portas para uma promoção bem bacana dos livros da DarkSide Books. Como são edições mais caras, afinal, há todo um carinho exclusivo empregado nas obras, aproveitar essas pequenas oportunidades é muito válido. No entanto, sei que muitas pessoas ainda ficam em dúvida quanto aos títulos por conta das temáticas diferenciadas. Eu, por exemplo, só conheci a editora por meio de um lançamento deles, quando a linha DarkLove ainda estava começando a surgir. Acabei me encantando logo de primeira e fiquei empolgada com a possibilidade de mostrar a obra para todo mundo. Por isso, trouxe, hoje, uma listinha com alguns livros da editora que fazem parte da minha relação de desejados. Eles são mais leves e os contextos são bem peculiares, mas merecem atenção e podem conquistar muita gente.

O Menino que Desenhava Monstros

Sinopse: Jack Peter é um garoto de 10 anos, com síndrome de Asperger, que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar. Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais.

A Guerra que Salvou a Minha Vida

Sinopse: Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada em um apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.

Diário de Uma Escrava

Sinopse: no Brasil, todo ano, 250 mil pessoas desaparecem sem deixar vestígios. Desse total, 40 mil são menores de idade, dos quais um terço são meninas destinadas a fins sexuais. Muitas escapam ou são encontradas, contando histórias terríveis; outras nunca mais são vistas com vida. Laura foi raptada e jogada no fundo de um buraco por um completo desconhecido. Ela vê sua vida mudar, e passa a descrever com detalhes íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é um homem casado e trabalhador, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte.

O Último Adeus

Sinopse: há apenas sete semanas, Tyler, o irmão mais novo de Lex, uma garota de 18 anos, cometeu suicídio, e ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz. O divórcio dos pais, as provas para entrar na universidade, os gastos com o carro velho. Ter que lidar com a rotina mergulhada em uma apatia profunda é um desafio diário que ela não tem como evitar. E no meio desse vazio, Lex e sua mãe começam a sentir a presença do irmão. Fantasma, loucura ou apenas a saudade falando alto? Eis uma das grandes questões deste livro apaixonante. O Último Adeus é sobre o que vem depois da morte, quando todo mundo parece estar seguindo adiante com sua própria vida, menos você. Lex busca uma forma de lidar com seus sentimentos.

The Kiss of Deception (trilogia)

Sinopse: tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista desta história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê, então, obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa também se torna a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?

Onde Cantam os Pássaros

Sinopse: a fazendeira Jake White leva uma vida simples em uma ilha inglesa. Suas únicas companhias são rochedos, a chuva incessante, suas ovelhas e um cachorro, que atende pelo nome de Cão. Tendo escolhido a solidão por vontade própria, Jake precisa lidar com acontecimentos recentes que põem em dúvida o quanto ela realmente está sozinha – e segura. De tempos em tempos, uma de suas ovelhas aparece morta, o que pode ser muito bem obra das raposas que habitam a floresta próxima à sua fazenda. Ou de algo pior. Um menino perdido, um homem estranho, rumores sobre uma fera e fantasmas do seu próprio passado atormentam a vida de uma mulher que sonha com a redenção.

A Noiva Fantasma

Sinopse1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais, ao menos, até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto. Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século XIX. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente.

Se alguém se interessar pelos livros e quiser conhecer mais opções, pode dar uma olhadinha no catálogo da editora com todas as publicações. O livro A Guerra que Salvou a Minha Vida, inclusive, tem o primeiro capítulo disponibilizado para leitura, e qualquer pessoa pode degustar um trechinho da história. Agora, se alguém se interessar pela promoção e quiser comprar quatro livros e levar o título mais barato de graça, pode vir neste link aqui. A promoção é válida até o dia primeiro de abril e o site é bastante confiável, antes que alguém se questione.

24 março 2017

Playlist: últimas companhias

Depois de alguns bons meses longe do meu lado musical, tirei um tempinho nas últimas semanas para renovar as músicas da minha playlist. Isso significa que a) já tenho várias favoritas realocadas e b) muitas companhias para os dias que só um ritmo contagiante consegue mudar meu humor. Admito que atualmente até as músicas nacionais, das quais nunca fui muito fã, andam me conquistando. Aqueles funks que surgem de vez em quando também estão grudando com mais facilidade na minha cabeça, então, digamos de meu fechamento é tudo isso junto e misturado. Sinceramente? Não ligo mais. Saio cantando mesmo e se duvidar sei a letra inteira. Fazer o que? Deu onda.
Agora, falando sério, como sei que muita gente gosta quando compartilho minhas músicas recém-descobertas, que nem sempre são tão novas assim, mas que valem a pena ter por perto, montei uma playlist com algumas melodias que começaram a fazer parte dos meus dias atualmente. Nenhuma nacional entrou na listinha, mas juro que todas elas são muito boas e gostosas de ouvir, principalmente para dar uma animada ou simplesmente sair dançando por aí sem receio, afinal, não tem nada melhor do que isso, não é mesmo? Já adianto que a minha preferida do momento está incluída e que eu levei uma vida para encontrá-la, sendo que tocava o tempo inteiro no rádio. 

Então, que a sexta seja cheia de energia boa e que essas músicas ajudem a melhorar e aumentar o bom humor de muitas pessoas. Aliás, se querem uma dica valiosa, prestem atenção aqui: parem de ficar criticando as músicas e curtam o ritmo, porque, como já sabemos, a tendência é que as letras piorem com o passar do tempo, então apenas se deixem levar. Caso contrário, vai existir uma parcela da população tão chata e tediosa que vai ser impossível viver de bem com a vida.

22 março 2017

Bolha do amor próprio

Passei anos dentro de uma bolha invisível, dessas bem espaçosas que ocupam um quarteirão inteiro. Uma bolha transparente e meramente ilustrativa que me afastava de qualquer coisa imaginável da qual pudesse me tocar. Uma bolha que fiz questão de estourar por conta própria, sugar o gás de dentro e sair por aí falando com uma voz engraçada. Uma bolha que me privou das palavras mais ásperas e de críticas não construtivas, mas que também me tirou o chão e as rédeas da minha vida. Não consigo mais entrar nela, é como se fosse uma casinha de boneca e não coubesse alguém de um e sessenta lá dentro. Não há espaço nem para mim, talvez já estivesse na hora de ir embora.
No começo, senti um calafrio horripilante na espinha que me fez tremer dos pés à cabeça, morrendo de medo do que encararia aqui fora, desprotegida. Foi como se me deixassem na estrada no meio do nada, apenas com uma grama bem verde e um sol escaldante que indicava minha solidão na sombra da areia. Foi como mergulhar em um mar repleto de tubarões pronta para ser comida viva. Foi como passear pela floresta durante a madrugada, tendo a certeza de que estava sendo perseguida. Era somente eu e minha consciência, o que eu faria caso ela me deixasse também?

Esse pé atrás durou pouco tempo, ou pelo menos acho que sim. Quando dei por mim, tinha aceitado todos os meus erros, todos os meus acertos, todas as minhas manias chatas, todas os meus gostos estranhos, todo o meu corpo não trabalhado, todo o meu jeito sem jeito. Enquanto ainda era só uma bolha, me enxergava no espelho como um borrão, tampado por uma leve camada de proteção, que, na realidade, não me protegia. Um borrão que se escondia atrás de fios soltos do cabelo ao vento e de maquiagens saídas de um filme de terror. Um borrão que não fazia ideia do que era ou do que sentia.

Sair da zona de conforto é como entrar para uma batalha, você precisa estar cem por cento certa de que está pronta para enfrentar os inimigos e, mesmo que eles vençam, terá coragem de tentar novamente. O amor próprio é igual a uma guerra, só que não há outros alistados, é somente você consigo mesmo travando uma briga que pode durar anos, ou dias, isso depende do quanto sabe sobre seu adversário. Convenhamos que se não tiver a mínima ideia de onde está se metendo, é melhor rever suas prioridades, elas estão totalmente erradas. Furar essa grande bolha que o envolve é como se livrar de algemas pesadas: todo o peso fica para trás. Se amar é poder se sentir leve, apesar de tudo ou qualquer coisa.

O amor próprio não nasce em uma árvore no centro da cidade, não é vendido na mercearia da esquina e nem se pode pedir pelo correio, ele já vem com a gente, intacto e pronto para o uso, no entanto, as ferramentas que nos cercam o fazem enferrujar, quase como se fosse uma grande máquina velha e inútil, mas não é. A partir do momento que você tem peito para entrar em território desconhecido, aceita suas condições e consequências, tudo se torna mais fácil. Não posso dizer com convicção que já fiz meu amor próprio de aliado, mas tenho trabalhado muito nisso, com paciência e cuidado, como deve ser.
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