22 fevereiro 2017

Tag: viciados em filmes

Dias desses estava de bobeira pela internet e comecei a procurar algumas inspirações de posts para o blog, mas sabe aquela sensação de ter em mente uma coisa e a medida que vai encontrando outras nem lembra mais o que estava procurando? Eu sou assim quase sempre, o que é péssimo, já que fico perdida no meio do caminho na maioria das vezes, mas também é muito bom, porque acabo parando em um mundo aleatório. Assim, conclui-se que eu preciso aprender a focar, só que enquanto isso não acontece, continuo por aqui achando raridades. No meio dessa confusão toda, encontrei uma tag bem bacana. Ela consiste em algumas perguntas relacionadas com filmes, quase como se fosse uma lista de indicações. Como sei que muita gente por aqui gosta quando faço listinhas de filmes, resolvi respondê-la.
Qual foi o último filme que você assistiu? O último filme que vi, diferente daqueles que vejo e revejo o tempo inteiro, foi Moana. Fui ao cinema apreciar a produção e fiquei encantada pela história. Assim como todos os filmes da Disney, há muitas músicas envolvidas entre os diálogos, isso me irritou um pouco, já que eu não sabia cantá-las, mas acabou se encaixando com os personagens. É como se a produção musical do filme também contasse parte da história, mas de um jeito subentendido. Não tenho do que reclamar. Moana de Motonui é uma princesa inspiradora.

Um filme que você quer muito ver: depois que li Tudo e Todas as Coisas, fiquei tentada a imaginar como seria se lançassem um filme, e eis que me surpreendi com um trailer incrível alguns dias atrás. Quero muito ver a produção, lidar mais uma vez com os personagens e digerir essa história sensacional. Ele tem como data inicial o dia 19 de maio, mas sabemos que sempre acontece imprevistos de última hora, não é? Mas minhas expectativas estão bem altas e eu tenho quase certeza de que vai valer a pena. Estou torcendo para que o roteiro seja fiel e que os personagens façam um trabalho impecável, mas sabendo quem são, acho que vão fazer.
Um filme para chorar: quem seria eu se colocasse algum outro filme que não fosse A Culpa é das Estrelas aqui? Há outros que causam o mesmo efeito em mim, isso é um fato, mas esse é um dos meus preferidos da vida. Eu não sei lidar com a história e até hoje ainda não superei o livro por completo. O finalzinho é de partir o coração, mas ao mesmo tempo você abre um sorriso, sabe? A história inteira é um mimo e eu sou apaixonada por ela, assim como pelos personagens também. Provavelmente, se pudesse conhecer o John, o agradeceria por ter escrito essa obra.

Um filme para rir: eu sempre gostei de comédias, principalmente as românticas, mas tenho tentado dar um voto de confiança para novos filmes, então vou optar por Esposa de Mentirinha. Já vi esse filme milhares de vezes, mas ainda assim consigo rir de todas as besteiras e piadas sem graça. Os atores são incríveis, o que ajuda muito quando se trata de prender a atenção do telespectador. É uma produção muito boa, simples e sem tantos efeitos, mas que consegue fazer com que as pessoas se sintam parte da história. 
Um filme para ver com a família: eu gosto bastante de Malévola. É um filme leve, simples e agrada qualquer um que goste de uma boa história de fantasia, então se encaixa perfeitamente neste quesito. Confesso que já faz um bom tempo que não o assisto, mas, quando lançou, era o meu xodó. A fotografia também encanta, os personagens foram produzidos e pensados de forma extraordinária e a história é sensacional. Sem dúvidas é um filme que eu veria com qualquer pessoa por perto, principalmente crianças.

Um suspense: não sei se O Labirinto do Fauno é bem um suspense, mas acredito que seja, só que de uma maneira mais leve. É um dos únicos nesse gênero que me chama atenção, não sei se é por causa dos personagens ou porque ele realmente me ganhou de alguma forma, mas gosto muito da história e da forma como ela é contada. A fotografia do filme também é bem peculiar, talvez até estranho para muitos, mas de uma fantasia muito boa. O Homem Pálido é um dos personagens que mais me prendem, apesar de ser um tanto bizarro, ele é fascinante. É um título que recomendo sem pensar duas vezes, mas é bom que saibam que não tem nada a ver com terror.
Um romance: fiquei tentada a mencionar um dos meus favoritos, mas me lembrei do filme Lembranças. Eu só o vi uma única vez, inclusive em um dia bastante agitado, mas ele me prendeu do começo ao fim e eu simplesmente não sabia como lidar com ele. Na verdade, ainda não sei. Não sei como engolir o final e continuar vivendo minha vida como se não tivesse visto. Ele é um pouco mais drama do que romance, mas é incrível. Talvez a ideia nem seja servir para alguma lição, mas ele passa uma mensagem tão forte e intensa que é impossível não admirar a produção. Admito também que o Robert é um dos meus atores da vida, o que me fez gostar ainda mais.

Um filme lindo: são tantos filmes bonitos que é até difícil escolher um só, mas vou ficar com O Melhor de Mim. Apesar de ter lido o livro há bastante tempo, fiquei enrolando com o filme, mas me surpreendi muito quando dei uma chance. Assim como todos os filmes baseados nos romances do Nicholas, este não é diferente e a produção é impecável. Você consegue viver cada cena, como se estivesse ali do ladinho, presenciando os diálogos. Como se os personagens chamassem você para fazer parte da história também. É de uma intensidade sensacional.
Um filme de açãoeu não sei se pode ser considerado exatamente um filme de ação, mas V de Vingança é a minha escolha neste quesito. Como não sou muito fã de filmes assim, é um pouco complicado mencionar algum outro, mas esse foi um dos únicos que realmente me ganharam. Eu o vi pela primeira vez sem pretensão e peguei a história pela metade, mas achei fascinante. Quando literalmente parei para vê-lo por completo, me apaixonei pelo contexto inteiro. Apesar de ser um filme um tanto perturbador, ele é incrível e consegue mexer com o psicológico de qualquer um. Acredito que até hoje tenha sido um dos filmes mais inspiradores que já assisti.

Um filme para morrer de medo: provavelmente eu poderia fazer uma lista com todos os filmes de terror já produzidos, já que tenho medo de todo eles, mas vou escolher Annabelle. Não tenho fobia nem nada parecido, mas detesto esse filme. Ele não é como os filmes de terror comuns, tem um quê a mais que me faz arrepiar. Juro. Aquela boneca demoníaca me dá um frio na barriga tão grande que eu não consigo nem me imaginar assistindo a trama sem tremer. Não tenho problema algum em falar sobre ele ou ficar vendo fotos, mas quando parte para a prática, é melhor não me deixar por perto. Aliás, sei também que é uma espécie de continuação de Invocação do Mal, então esse é outro que vai ficar fora do meu campo de visão por um bom tempo. 
Um filme para um feriadoeu listaria todos aqui se fosse possível, mas vou optar por Você de Novo. Talvez ele agrade mais a população feminina por ser mais ou menos um romance, mas é um filme bastante tranquilo e interessante. É uma espécie de comédia mais leve que você pode ver em qualquer momento do dia. Há cenas muito bobas e algumas bem complexas. Eu não gostei muito dele quando vi pela primeira vez, acho que estava com um pensamento meio errado de alguns atores, mas quando me livrei desse pré conceito, consegui ver uma história muito legal e personagens bem centrados no que estavam fazendo. De qualquer forma, é um ótimo pedido para um dia de tédio.

Um filme que não vale a pena: Meia-Noite em Paris é um filme que resume esse item por completo. Eu nunca tinha visto, mas já havia lido diversas críticas, super positivas por sinal, que diziam o quanto a produção foi maravilhosa, mas admito que de maravilhoso eu não vi nada. A ideia em si é boa, mas o filme ficou horrível. Ao menos, no meu ponto de vista. Acho que os atores (que são sensacionais) deixaram a desejar, a história se arrasta do começo ao fim e eu me perdi várias e várias vezes durante a exibição. Jamais veria novamente ou indicaria para alguém.
Um desenho animado: mais um quesito que eu colocaria centenas de títulos e ainda assim pareceria pouco. Acho que um dos últimos que me conquistou foi Cegonhas. O filme quase não foi divulgado na época em que estreou, o que me surpreendeu, considerando que uma animação sempre tem total atenção das pessoas, mas ele é uma fofura. É uma mistura de comédia com aventura e questões familiares. Eu descobri a existência dele em uma pesquisa e acabei ficando curiosa quanto a história. Acabou valendo a pena conhecer o ângulo das cegonhas e de uma criança, já que estamos tão acostumados em olhar por olhos adultos essa coisa de bebês. 

Um filme que todo mundo tem que ver: As Vantagens de Ser Invisível é um filme barra livro que eu considero ser incrível. Gostaria que todo mundo o conhecesse, mesmo que no final critique alguma coisa. Só o fato de saber que outras pessoas podem conhecer a história, já me deixa com o coração um pouco mais quentinho. É como se eu tivesse me visto em todo lugar, em cada pensando, cada imaginação, cada carta que o Charlie escreveu. A sensação de não conseguir se encaixar em nada, de nunca ser entendido. Não sei. Não tenho palavras para descrever o quanto me identifiquei com a história e do quanto eu gostaria que as outras pessoas também gostassem tanto quanto.
Um filme para meninaseu não consigo imaginar um filme para meninas sem pensar em Orgulho e Preconceito. A história é muito boa e toda mulher ou menina deveria assistir pelo menos uma vez na vida, ou, quem sabe, ler o livro. Ele fala sobre lutar pelo que quer, sobre ir atrás daquilo que lhe faz bem, sobre quebrar tabus e fazer valer a pena. Eu o conheci por acaso, mas me senti literalmente abraçada. Há muita coisa sobre o amor, sobre as relações e sobre nossas escolhas. Foi um filme que me marcou e que ainda me chama muita atenção, apesar de já tê-lo visto inúmeras vezes também.

Um filme que você já assistiu três vezes ou mais: Titanic é o meu amor maior. Eu não posso ouvir falar do filme que já saio correndo pela casa. Quando sei que está passando em algum lugar, largo tudo que estou fazendo só para prestar atenção mais uma vez e chorar também. Eu não sei lidar com a história, com a morte do Jack ou com a relação dos dois. Não sei. Sou apaixonada por tudo nesse filme e provavelmente vai levar uma vida inteira para eu enjoar. Sei que muitas pessoas não gostam e até o acham meia boca, mas cada um tem a sua opinião, não é? Aliás, acho que tenho a tendência a gostar de tudo o que as outras pessoas não gostam, mas tudo bem.

20 fevereiro 2017

Yaqui Delgado Quer Quebrar a Sua Cara

É irônico colocar expectativas gritantes em um livro e ele ser decepcionante, ou não colocar nenhuma e ele surpreender. Neste caso, a segunda opção é válida. Eu encontrei este livro por acaso e o comprei por impulso. Nunca tinha lido nenhuma resenha sobre a história e a sinopse não me convenceu de primeira, mas acabei trazendo para casa e confiando na minha curiosidade. A leitura me prendeu e os personagens me cativaram a medida em que os acontecimentos tomavam forma, o que foi uma surpresa, considerando que se trata de um tema pesado da qual já nos acostumamos. O bullying, quando retratado de forma errada, deixa no leitor uma marca irreparável, mas quando bem colocado, forma opiniões capazes de reverter o ódio. Eu esperava inúmeros deslizes, mas a autora soube trabalhar perfeitamente com o assunto. 
Piddy Sanchez é uma típica adolescente cheia de dúvidas existenciais. Sua mãe é uma imigrante que resolveu deixar a vida comum para encontrar algo melhor nos Estados Unidos. Seu pai, por outro lado, é amaldiçoado por todos os erros que cometeu. Piddy não o conheceu e nem mesmo possui uma foto de como ele era, mas não há problema nisso. Ela tem Lila por perto. Lila, uma latina bonita que trabalha em um salão de beleza e vende produtos, é a melhor amiga de sua mãe. Piddy a considera como uma tia, já que elas se dão super bem. No entanto, nem mesmo o carinho de Lila é capaz de amortecer o impacto da mudança de colégio e o terror que virá a seguir.

Título: Yaqui Delgado Quer Quebrar a Sua Cara
Autor: Meg Medina
Páginas: 272 páginas
Editora: Intrínseca
Uma garota surge de repente no caminho da adolescente Piddy Sanchez para avisá-la de que Yaqui Delgado vai acabar com ela. Piddy acabou de mudar de escola e nem faz ideia de quem seja Yaqui, muito menos do que pode ter feito de tão errado para apanhar. Mas Yaqui sabe quem ela é, e a odeia. Ser filha de uma imigrante cubana e crescer sem um pai já é bem difícil sem ter alguém a odiando. No ensino médio da nova escola, seu corpo atraente desperta tanto os olhares dos meninos quanto o da esquentada Yaqui, que começa atacando a novata com ameaças cruéis, mas demonstra ser capaz de muito mais do que isso, tornando a vida da garota um verdadeiro inferno dominado pelo medo. Denunciar Yaqui não é uma opção. O importante agora é sobreviver. 
Mudar de vida de uma hora para outro nunca foi fácil, principalmente para uma garota latina que ainda está se acostumando com a vida nova. Piddy acreditava que a mudança lhe cairia muito bem, mas suas expectativas vão por água abaixo quando ela percebe que Yaqui, uma das garotas populares do colégio, a odeia sem motivo aparente. O medo a consome imediatamente e as suas únicas perguntas são: "quem é Yaqui?" e "por que ela quer quebrar a minha cara?". Com as ameaças e a dúvida constante, Piddy começa a faltar as aulas, tirar notas baixas e evitar qualquer contato com a garota valentona.
Sua única melhor amiga é Mitzi, mas ela está aparentemente em outro mundo, vivendo novas amizades, tentando ser um exemplo de líder de torcida e morando em um bairro bem melhor. Sem ter com quem conversar, sua opção é ignorar o problema e seguir em frente, fazendo de tudo para que ele seja evitado ao máximo. Mas as coisas não vão bem e tudo só parece piorar cada vez mais. Nem mesmo Joey, um dos antigos amigos de Piddy, e seus conselhos foram dignos de evitar um desastre. 

Neste livro, Meg Medina traz à tona temas como o bullying, a violência doméstica e a precariedade dos abusos. O leitor não só se coloca como parte da história como também vivencia cada situação. Eu não dei muitos detalhes sobre a história justamente para não escrever mais do que deveria, mas não se engane em pensar que é um livro adolescente qualquer. De comum ele não tem nada, e apesar de retratar a violência dentro da escola, fato que é muito comum atualmente, é possível entender a cabeça da vítima e tentar lidar com o problema como se fosse seu. Eu não só me identifiquei com a personagem principal como também me fez lembrar de uma época não muito agradável.

Durante a narrativa, podemos ter uma visão muito realista do que acontece quando o bullying entra em evidência, assim como as consequências de quem precisa lidar com ele da melhor forma possível. Piddy acaba se transformando ao longo da história, sendo visível o seu amadurecimento e o terror que carrega sempre que dá um passo adiante. A personagem perde a sua identidade e começa a se questionar quem é de verdade e qual o motivo de tudo isso estar acontecendo com ela. Não há apoio e suas atitudes se contradizem o tempo inteiro. Aqui, não há romantismo na violência. Não há desculpa.
A história é narrada pela própria Piddy e a leitura flui com uma naturalidade incrível. Já ouvi alguns comentários negativos sobre a obra e o quanto ela é apelativa ou sem conteúdo, mas posso afirmar que é um livro muito bom. A diagramação também ficou bonita e simples, facilitando a leitura. Todos os personagens possuem características marcantes e muito pessoais que os diferenciam com clareza. As páginas são esbranquiçadas, mas isso não prejudica em nada.

Eu gostaria infinitamente de falar muitas outras coisas a respeito do livro, mas não posso. Não quero estragar a experiência de nenhum possível leitor. Só posso ressaltar o quanto a obra é fundamental e o quanto é importante que as pessoas leiam e conheçam mais a fundo um tema como esse. É uma história leve que se transforma junto com os personagens, ganhando vida e perdendo o encanto com o passar das páginas. Eu fiquei presa do começo ao fim, terminando a leitura em dois dias e guardando um pouquinho de cada momento comigo. Meg Medina fez um trabalho excepcional.

15 fevereiro 2017

Querido Will,

É tão estranho pensar que já passou tanto tempo desde que você foi embora. São 4 horas da manhã e eu me pego sentada na beirada da janela. Aquele apartamento da qual tanto sonhei mais se parece com uma caixa de sapatos. Sinceramente? Eu não me importo muito com isso, sempre gostei de coisas pequenas. Você sabe que não sou boa com grandiosidades, é como se as coisas fugissem do meu controle. Mas eu detesto olhar para fora e dar de cara com o parque central. Ainda lembro quando sentávamos debaixo da árvore e ficávamos fazendo comentários sarcásticos sobre o que as pessoas poderiam estar conversando. Nunca soube se nossas teorias estavam certas, mas a gente rolava de rir. Era leve, divertido, mesmo sabendo que alguma coisa estava errada.
Nunca guardávamos segredos um do outro, mas você fez seu trabalho com perfeição. É claro que você tinha certeza de que as coisas mudariam caso falasse sobre o assunto. Eu sempre tive um desequilíbrio emocional e psicológico gritante.

Nada mudou desde então. Eu continuo a mesma perfeccionista de sempre. Minhas doses de café aumentaram com o passar do tempo, não sei exatamente se é por conta da insonia ou para tentar afogar a saudade, mas tem dado certo. Os dias parecem se arrastar e as demais conversas não são como as nossas. As pessoas estão cada dia mais rasas, mais cheias de si e vazias de conteúdo. Acho que me lembro de ouvir você resmungando algo sobre isso. Você parava por um tempo, como se tivesse levado um soco no estômago, semicerrava os olhos e criava conspirações malucas. 

Eu adorava ouvir suas histórias e é disso que mais sinto falta.

Quando era pequena, acreditava que perder alguém era simples e a dor só aparecia nos primeiros momentos. Mas hoje sinto que não. Esse vazio aqui dentro não melhora. Será que ainda vai doer por muito tempo? Queria que estivesse aqui e que me dissesse que vai ficar tudo bem. Mas você não está. Queria que tivesse me preparado para isso. Que tivesse me contado, mandado um sinal ou até mesmo uma mensagem de texto.

Como as pessoas conseguem continuar vivendo? 

Agora são 5:30 da manhã. Eu passei meia hora tentando arranjar forças para ir trabalhar. Também precisei de meia hora para terminar de escrever esta carta. Sei que nunca vai recebê-la, mas espero que esteja lendo ao mesmo tempo em que as palavras me parecem fazer sentido. Acreditar nisso está me fazendo bem, mesmo que seja paranoia e que queiram me levar a um psiquiatra.

Estou bem.

É só saudade.
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