29 agosto 2016

A arte de sentir exageradamente

Não sei exatamente o porquê, mas tenho uma ligação muito forte com pessoas sentimentais. Dessas que choram com filmes de romance e que fazem drama nas horas mais impróprias da vida. Dessas que ficam feliz por tudo, que já chegam abraçando, mimando, paparicando. Dessas que não precisam de dia específico para demonstrarem o carinho que sentem pelo outro. Dessas de alma leve que iluminam o dia com uma piada sem graça e uma gargalhada engraçada. É que ultimamente ando um tanto sem saco para as pessoas que se intitulam um meio termo. Até mesmo eu, quando fico em cima do muro, me odeio um pouquinho mais, simplesmente por ter tanto medo de sentir.
É estranho pensar que o sentimento virou uma coisa banal. Primeiro que ele nem deveria ser considerado uma coisa, segundo que de banal não tem nada, mas insistimos em transformá-lo no clichê mais insignificante que existe. Particularmente, não consigo imaginar um mundo sem essa infinita possibilidade de sentimentos. Não consigo imaginar um mundo onde os seres humanos se importam só com seus próprios ideais.

Na verdade, tenho consciência de que é mais ou menos isso que anda acontecendo pelas ruas das cidades. Há guerra por todos os lados. Quem dera a empatia ser maior do que a arrogância e a ganância. Mas não é. Infelizmente sabemos disso.

Talvez seja por isso que carregar qualquer espécie de sentimento se tornou uma arte. Se tornou um dom. Há aqueles que demonstram com evidência e clareza. Há aqueles que encontram outras formas de dizer o que está no coração. Gostaria de fazer parte do primeiro grupo. Gostaria que mais pessoas também desejassem isso Gostaria de ter coragem o suficiente para transformar meus sentimentos em realidade.

O bom mesmo é deixar o medo de lado e ser por inteiro um sentimento que está dentro de si. É sentir por impulso da forma mais inocente que existe. É ter aquela pureza evidente que só o amor consegue nos proporcionar. Afinal, as pessoas andam precisando excessivamente de afeto. E o mundo, por outro lado, anda precisando de seres humanos exagerados, que se jogam por completo, que trazem mil rosas roubadas e que adoram um amor inventado. Como dizia Cazuza, pra mim é tudo ou nunca mais.

27 agosto 2016

Agora o blog tem Caixa Postal, viu?

Um dia antes de divulgar o vencedor do sorteio que estava rolando aqui no blog, fechei a caixinha com os mimos e fiquei procurando uma forma de fazer o envio sem precisar utilizar meu endereço pessoal. Pode parecer uma coisa meio boba, mas a gente precisa ter cuidado com esse tipo de exposição, principalmente porque essas informações sempre acabam caindo em mãos erradas. Então, para não dar dor de cabeça depois e evitar situações desnecessárias, aluguei uma Caixa Postal nos correios. Apesar de ainda ter algumas dúvidas quanto a isso, o próprio site dos Correios me ajudou muito, incluindo questões como preço e como pode ser utilizado o serviço.
Não tenho nenhuma pretensão com ela, mas como foi o único meio que encontrei para enviar o mimo, resolvi avisar aqui no blog. Caso alguém queira mandar uma cartinha ou manter contato comigo de forma mais pessoal, ela está aberta para receber muito amor e carinho. Acabei alugando a caixinha por um ano, já que o preço semestral não compensaria, então até meados do ano que vem ela ainda estará ativa. Também vou deixar os dados na sidebar, vulgo ali do ladinho, para ser mais prático de encontrar.

Aos interessados, a Caixa Postal tem três opções de assinatura, podendo ser semestral, anual ou bienal. Os preços estão todos detalhados no site, mas, cá entre nós, acaba não valendo a pena assinar pelo semestral, já que o valor é muito acima do que se for optar pelo anual ou bienal. Ela pode ser muito útil para quem quer enviar ou receber correspondências e encomendas, sem ter que utilizar os dados pessoais. Portanto, se alguém quiser alugar uma caixinha também, é só ir até uma agência dos correios e solicitar a assinatura. Acaba valendo a pena para quem recebe bastante coisa.

Agora, mudando um pouquinho de assunto, com relação ao sorteio, o vencedor já foi contatado e o resultado foi feito automaticamente pelo aplicativo. Não fiz um post aqui no blog, mas divulguei o resultado lá na página. O mimo já foi enviado para a felizarda e assim que ela receber irá nos enviar uma fotinho e um feedback, que também serão divulgadas no Facebook. Aos que não ganharam, recebam um abraço coletivo bem apertado. Haverá outros sorteios por aqui. Nada de tristeza. 

No mais, o post de hoje pode não ser grande coisa, mas queria compartilhar sobre a Caixa Postal e sobre a possibilidade de enviarem cartinhas ou o que quiserem. Admito que gosto bastante dessas coisas mais retrô, pois passa um carinho imenso que nem sempre percebemos com as mensagens cotidianas. De qualquer forma, lembrando que os dados vão ficar ali do lado, fiquem à vontade.

24 agosto 2016

O Ano em que Te Conheci, de Cecelia Ahern

E mais um livrinho da editora foi concluído com sucesso. Assim que a divulgação de lançamento começou, já fiquei babando pela capa incrível desse livro. Quando foi divulgado o sorteio de um exemplar com um lápis que você pode plantar, fiquei ainda mais animada. Não imaginei que chegaria as duas coisas aqui em casa, mas realmente me encantei por tudo. Felizmente encontrei um tempinho entre meus trabalhos da faculdade para terminar a leitura e compartilhar essa história que me ganhou por inteiro. E, por incrível que pareça, não é necessariamente um romance, é mais como uma história sobre amizade. Literalmente o florescer de sentimentos novos.
O Ano em que Te Conheci conta a história de Jasmine, uma moça de 33 anos que recebeu esse nome por conta de uma flor chamada Jasmim, da qual seu avó levou para ela no dia do nascimento. Atualmente ela foi demitida, está com uma licença de um ano e não pode trabalhar por causa disso, o que a deixa completamente louca. O local onde Jasmine mora é bastante pacato, com moradores mais velhos e aposentados, que passam seus dias cuidando dos jardins impecáveis. Seu vizinho, Matt, é um bêbedo excêntrico que não tem bom senso, e que também foi afastado do seu trabalho na rádio. Apesar de odiá-lo com todas as forças, alguma coisa acontece durante a virada de ano. A partir daí, floresce uma amizade completamente inesperada.

Título: O Ano em que Te conheci
Autor: Cecelia Ahern
Páginas: 336 páginas
Editora: Novo Conceito
❤ Livro cedido em parceria com a editora
Bem-vindos ao mundo imperfeito de Jasmine e Matt. Vizinhos, eles não têm o menor interesse em se tornarem amigos e nunca haviam se falado antes. Estavam sempre ocupados demais com suas carreiras para manter qualquer tipo de contato. Jasmine, mesmo sem nunca tê-lo encontrado, tem motivos para não suportar Matt. Ambos estão em uma licença forçada do trabalho e sofrendo com seus dramas familiares. Eles precisam de ajuda. Na véspera do ano novo, os olhares de Jasmine e Matt se encontram pela primeira vez. Eles têm muito tempo livre e estão em uma encruzilhada. Conforme as estações passam, uma amizade improvável começa a florescer.
Jasmine é uma mulher bastante ocupada, ou pelo menos era, até ser demitida de uma hora para outra. Sua irmã mais velha, Heather, tem Síndrome de Down e precisa de apoio constante, o que mantém a mente de Jasmine em movimento. Porém, ela tem consciência de que precisa fazer alguma coisa importante em sua vida, e encontra uma fuga da realidade com a jardinagem. Esse tempo parada também proporciona à ela um contato maior com seus vizinhos, que, por sinal, se mostram ótimas companhias, incluindo até mesmo Matt, um cara grosseiro e bêbado que não toma jeito, mas que, a medida em que o conhece de verdade, e sóbrio, as coisas mudam.
É com base em momentos peculiares e complexos que Jasmine e Matt se tornam grandes amigos, deixando de lado o estereótipo de que a primeira impressão é a que fica. É um ano agitado para a moça de cabelos vermelhos. Um ano cheio de emoções e estranhamentos que a fazem amadurecer e, literalmente, florescer. Ela passa a entender melhor a vida e as sutilezas que a cercam. Conhece um cara bacana, acalma o coração e derrete essa bola de gelo que a mantém em segurança. Sair da zona de conforto acaba sendo uma de suas melhores decisões.
"Essa percepção me atinge como um saco de tijolos e não consigo recuperar o fôlego. Eu não seria capaz de dizer quais são meus sonhos se alguém me perguntasse agora, nem minhas esperanças e desejos. Se me pedissem para colocar um plano em ação, eu não saberia por onde começar. Eu me sinto totalmente perdida."
Provavelmente esse foi um dos melhores livros que li durante esse ano. Quando solicitei a obra, não tinha muitas expectativas, mas me encantei pela história. Foi difícil fechá-la e imaginar como seria o dia a dia dos personagens depois do fim. Os protagonistas são todos gente como a gente, com decisões que precisam ser tomadas, escolhas que precisam ser bem pensadas, peculiaridades que se tornam cotidianas. O livro é todo escrito como se fosse uma longa carta de Jasmine para Matt. Ela é a narradora da sua própria história, detalhando acontecimentos e compartilhando seus dias com um vizinho que aparentemente deveria odiar.
Nunca havia lido um livro da Cecelia, mas ela tem uma escrita muito gostosa de acompanhar. Você consegue captar as cenas descritas e fazer um filme completo na cabeça. Apesar de longo, o livro é muito sutil e traz ensinamentos incríveis. Ele nos faz florescer, e vou continuar usando essa palavra por mais alguns minutos, porque é exatamente essa a sensação que tive quando terminei a leitura. Nasceu uma florzinha dentro de mim e espero que transborde por aí. Aliás, o livro veio com um marcador muito bonitinho e um lápis com semente de rúcula na ponta. Pretendo plantar quando tiver pequeno e ver o crescimento da plantinha.
"Todos nós temos momentos marcantes em nossa vida, períodos que influenciaram mudanças pequenas ou profundas dentro de nós. Posso pensar em quatro momentos transformadores para mim: o ano em que nasci, o ano em que soube que ia morrer, o ano em que minha mãe morreu e agora tenho um novo, o ano em que te conheci."
Sei que essa resenha ficou imensa, mas precisava compartilhar meus sentimentos. É mais um que já coloquei na lista de favoritos e que vai ficar lá por um bom tempo. É daquelas histórias que você quer que todo mundo conheça, leia e reflita sobre as entrelinhas que nem sempre ficam visíveis. Foi uma experiência muito boa ter lido esse livro, e espero que seja para muitas pessoas também. Quem quiser conhecer um pouquinho mais sobre a obra e ler os cinco primeiros capítulos, saibam que a editora disponibilizou gratuitamente neste link. Então, floresçam com essa história maravilhosa. Transbordem coisas boas pelo mundo e não tenham vergonha disso.
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