18 janeiro 2018

Playlist: músicas latinas favoritas

Revirando o passado, me dei conta de que cada fase da minha fase se resume perfeitamente bem em um ritmo musical diferente. Já tive momentos da vida em que passei a enxergar o rock com outros olhos, principalmente no Ensino Médio. Aprendi a escutar e aceitar o funk, assim como seu ritmo contagiante, pouco tempo depois disso. Também me apaixonei pelo MPB e por cantores que incrivelmente conseguem me descrever em míseros três minutos. Canto sertanejo pelos cantos e já decorei quase todas as músicas, culpa das festas em família. Agora, no entanto, com a febre do Reggaeton, passei a gostar imensamente do ritmo latino.
Acho que, quando passamos por alguma mudança, seja ela interna ou externa, nos apegamos a coisas que marcam esse momento. E eu, apaixonada por música, talvez tenha feito disso uma forma de guardar na memória experiências e pessoas que passaram pela minha vida. A música latina, contudo, significa algo pessoal, que não envolve necessariamente outras pessoas, mas, sim, um sentimento mais íntimo: o do amor próprio. Isso porque, ao longo do ano passado, percebi mudanças significativas em mim mesma — não na aparência, porque continuo com cara de adolescente, mas internamente. É por conta disso tudo que montei uma playlist com minha músicas favoritas do gênero e trouxe para compartilhar com vocês.

Algumas músicas são mais antigas, mas vou confessar: as escutei mais do que deveria durante as últimas semanas. É impossível se deparar com um ritmo tão gostoso e não sentir vontade de sair dançando. Downtown, por exemplo, não me agradou quando foi lançada. Aí, na semana passada, resolvi que queria escutar algo diferente, e ela surgiu na minha frente sem intenção. Agora, enquanto escrevo este post, é justamente ela que está tocando. Vai entender! Espero que minhas escolhas contagiem esta quinta sem graça.

16 janeiro 2018

O amor não é isso que sabemos sobre ele

Lembro que, quando era mais nova, acreditava que o amor — aquele que eu encontrava nos livros que lia e nos filmes que assistia — poderia ser facilmente encontrado na esquina de casa. Hoje, confesso, ainda penso muito no assunto. Seria tão mais fácil esbarrar com alguém e ver as coisas acontecerem de repente, como em um passe de mágica, sem precisar de todo o resto. Mas não, não funciona dessa forma. É preciso uma lista repleta de passo a passos para chegarmos ao finalmente. Ao famigerado felizes para sempre. Só que o amor não é isso. Não é um final feliz, um frenesi do momento. Vai além do que, de fato, conseguimos denominar.
A gente tem o costume de confundir paixão com amor. Carinho com amor. Simpatia com amor. Respeito com amor. Um coração acelerado e aquela vontade louca de falar com o outro e já chamamos isso de amor. Não! Não é isso! Isso é só o começo de uma avalanche de sentimentos que ainda surgirão antes do nosso coração entregar os pontos. Ele é mais resistente do que um flerte e algumas conversas interessantes. É mais resistente do que um sexo casual e alguns beijos sem preocupação. O amor é aquilo que fica depois de todo esse processo. É o que fica quando você não sente mais o frio na barriga.

Aliás, o amor também não é isso que chamamos de "alma gêmea". Esquece esse termo! Esquece a "tampa da penela", a "casca da laranja" e todas essas denominações estranhas. Ninguém é incompleto a ponto de precisar de outra pessoa para se sentir preenchido. Cada pessoa tem seu próprio livro em branco. Somos pessoas completas que se perdem de vez em quando. E se você quer encontrar alguém para transbordar tudo o que carrega consigo, tudo bem, mas, do contrário, aprenda a gostar da sua própria companhia primeiro. Ninguém tem a obrigação de preencher um vazio do outro. Isso é outra história, talvez mais complicada do que o amor em si.

Mas aí me perguntam: "então, o que é o amor?", e eu digo que não sei. Não tenho certeza se alguém sabe, de fato, o que é. A gente constrói teorias, liga uma coisa com a outra e tá tudo certo. Acho que cada um acredita naquilo que lhe convém. Talvez seja por isso que o sentimento esteja tão banalizado, tão desacreditado. Pode ser, não pode?

O amor, pra mim, é quando você deixa de lado todos os seus julgamentos e aprende a enxergar o outro exatamente como ele é. E gosta do que vê. Gosta dos defeitos, dos trejeitos. É quando tem aquela ligação física e mental absurda que você não sabe como aconteceu, mas, ainda assim, se encanta por isso e sabe que vai além do que ambos demonstram. É quando o outro te mostra o lado ruim e mesmo com isso você o admira, afinal, ninguém pode ser definido por seus momentos errados. E, infelizmente, fazemos isso com todo mundo, não é?

O amor não é isso que sabemos sobre ele. Na verdade, nem sei se sabemos algo.

04 janeiro 2018

Os 12 Signos de Valentina, de Ray Tavares

E cá estamos com a primeira resenha do ano. Queria compartilhar sobre algum livro incrível que me fez aprender inúmeros valores, mas, no lugar, optei por trazer uma indicação bem agradável e positiva para iniciarmos um novo ciclo com boas gargalhadas. Os 12 Signos de Valentina estava na minha listinha de desejados assim que lançou, e, para minha surpresa, também foi parar nas solicitações da editora. Acabei não colocando muita fé na história quando li a sinopse, mas sabe aquele ditado de que sempre mordemos a língua? Pois ele se aplica perfeitamente bem nesse caso. A obra é sensacional e foi muito bem pensada pela autora.
Isadora acabou de levar um pé da bunda do namorado. Sua prima, cansada de vê-la deprimida e fissurada por stalkear o ex nas redes sociais, decide que precisa fazer alguma coisa urgentemente. Assim, ela e o namorado levam Isadora para um festa, justamente para conhecer novas pessoas e, quem sabe, se apaixonar por um garoto diferente. Contraria à sua vontade e com uma vontade imensa de ficar trancada no quarto, a garota acaba topando um pouquinho de diversão. Nessa noite, Isa conhece Andrei e uma senhorinha que acredita em astrologia e combinações místicas. Ambos parecem inofensivos, mas acabam revirando a cabeça da garota. Ora, ela não combinava com o signo do ex-namorado, é óbvio, não?

Título: Os 12 Signos de Valentina
Autor: Ray Tavares
Páginas: 392 páginas
Editora: Galera Record
❤ Livro cedido em parceria com a editora
Em busca da combinação astrológica perfeita, Isadora cria um blog para relatar suas experiências. Ela descobriu da pior forma possível que o namorado a traíra. E com sua melhor amiga, ainda por cima! A estudante de jornalismo entra numa fossa sem fim. Sem nenhum estágio à vista, ela se afoga em filmes feitos para chorar, pizza e em sua mais nova obsessão: stalkear o perfil do ex namorado no Facebook. Até descobrir exatamente o que deu errado entre ela e Lucas: seus signos são incompatíveis. Basta encontrar um rapaz de libra e seu mundo entrará nos eixos novamente. Com a nova obsessão e a desculpa do trabalho final de jornalismo online, uma reportagem investigativa sob um pseudônimo, Isadora une o útil ao agradável e cria um blog para relatar a experiência: Os 12 signos de Valentina. Já que precisa encontrar o libriano perfeito, por que não aproveita e experimenta os outros signos do zodíaco?
Quando decide colocar em prática a ideia de ficar com um garoto de cada signo, Isadora também tem em mente que isso poderá ser complicado se alguém descobrir sua real identidade no blog. No entanto, toda preocupação não foi capaz de detê-la, pois ela precisava dessa experiência e sabia que seria um sucesso caso desse certo. Do contrário, ao menos ela teria se divertido e conhecido pessoas interessantes com outros olhos. Assim, toda vez que conseguia um encontro e se deixava levar pelo rapaz, Isadora escrevia no blog as características do signo em questão, sempre listando os pontos positivos e negativos, além de tudo o que sentiu durante o encontro e o beijo.

Quanto mais rapazes Isadora conhecia, mais relatos ela tinha para serem postados. Seu blog, afinal, acabou se tornando um sucesso na escola, mas ela tinha um segredo que a mantinha longe dos holofotes: Valentina. Isso fez com que a garota se sentisse segura para experimentar coisas novas e lidar com sentimentos que jamais havia sentido ao lado de Lucas. Além do mais, também havia Andrei, o amigo sem signo da sua prima que pendia para todas as opções disponíveis. Ele poderia ser considerado um 12 em 1, já que possuía características únicas e irresistíveis.
Os 12 Signos de Valentina é um livro leve, engraçado, sutil e muito próximo da nossa realidade. Eu, com minha paixão secreta por astrologia, vivo procurando coisas sobre o assunto e até já pensei em uma experiência assim. Seria incrível poder conhecer cada signo, com suas particularidades e mistérios que ficam por baixo de poses trabalhadas. A Isadora é uma personagem completa, cheia de dúvidas, mas de certezas também. Poderia dizer que foi uma das personagens literárias com a qual mais me identifiquei. Não sei se pelo jeito de levar a vida ou pela forma como pensa. E, além dela, os demais personagens também foram muito bem pensados. Eles são cativantes ao extremo.

A linguagem da história é fluída e a autora soube trabalhar com todos os fatos de forma linear e bem conexa. Em nenhum momento senti que ficou faltando informação ou que os acontecimentos surgiram do nada. Cada passo que a Isadora dava, era um ponto a ser considerado para o final da história. Este, por sinal, também me fez ficar com o coração quentinho e dedos cruzados, torcendo para que a vida possa ser como um romance clichê. Não custa nada sonhar, né?
Sendo bem sincera, se querem mesmo saber, terminei a leitura sem ter um único ponto negativo para ser mencionado. Juro que tudo que li e observei nas entrelinhas me fizeram gostar ainda mais do livro. Até mesmo a diagramação, apesar de simples, combinou com a temática e faz a gente querer carregar a obra para todos os lados. A editora mandou muito bem com a publicação da Ray Tavares. Agora, me resta esperar por um 2018 com livros tão bons e tão gostosos de ler quanto este.
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