15 fevereiro 2018

O Garoto Está de Volta, de Meg Cabot

Sabe quando você lê inúmeras resenhas ou ouve comentários extraordinários sobre um autor em específico, mas nunca, de fato, leu uma obra dele? Tenho exatamente esse sentimento quando se trata de Meg Cabot. Eu a admiro e conheço sua fama no mundo literário, mas ainda não havia lido um livro seu até o momento. É claro que minha primeira sensação foi de insegurança, por medo de desgostar da escrita da escritora, mas, apesar de concordar com algumas opiniões a respeito de O Garoto Está de Volta, minha primeira experiência superou as expectativas.
Becky mora em uma cidadezinha pequena, mas possui um emprego bacana ajudando idosos a repensarem sua forma de viver a vida. Reed, por outro lado, achou que seria mais interessante crescer longe do lugar, fora do alcance da visão dos seus pais. No entanto, quando uma notícia sobre eles invadem os jornais locais — os pais de Reed teriam tentando dar o golpe em um restaurante —, a cunhada do rapaz resolve que é o momento certo de ele retornar para Bloomville e dar um jeito na bagunça. Mas será que o coração de Reed está preparado para rever Becky? E quanto a ela? Será que conseguirá ajudar os pais de Reed e sobreviver ao reencontro sem perder o bom senso?

Título: O Garoto Está de Volta
Autor: Meg Cabot
Páginas: 352 páginas
Editora: Galera Record 

❤ Livro cedido pela editora
Reed Stewart pensou que todos os problemas da cidade pequena – incluindo um coração partido – haviam ficado para trás quando ele abandonou Bloomville, Indiana, para se tornar um rico e famoso profissional do golfe. Até um post na internet ressuscitar todas as suas inseguranças de adolescente e levá-lo de volta à pequena cidade natal. Becky Flowers, por sua vez, investiu tempo e recursos para se tornar uma bem-sucedida profissional do ramo de realocação de idosos. Mas ela trabalhou ainda mais duro para esquecer que Reed Stewart sequer existia. Ela não tinha absolutamente a menor intenção de revê-lo. Até a família do garoto a contratar para ajudar na mudança dos pais.
Este é um livro da qual não posso me aprofundar. A história de O Garoto Está de Volta é singela e clichê, daquelas em que tudo pode acontecer, mas você consegue prever o final logo no começo da narrativa. Aliás, ela é outro ponto que faz a obra ser ainda mais simples: todos os acontecimentos se dão por meio de alguma coisa, seja uma troca de mensagens, um gravador que estava ligado, um e-mail, um diário ou o próprio smartphone dos personagens. Ou seja, aquela narrativa descritiva e intensa que a maioria dos romances contém, passa bem longe da obra de Meg Cabot.
Admito que, quando finalizei a leitura (cerca de algumas horas, apenas), fiquei tentada a dar uma boa classificação para o livro, afinal, é destinado ao público juvenil  e a linguagem é extremamente acessível e fluída, exatamente como deveria ser. Contudo, quando comecei a ler algumas resenhas, me deparei com duas situações que realmente fazem da história fraca e sem conteúdo: não há aprofundamento nos personagens e tudo acontece de uma hora para outra, de forma desordenada e sem nexo.

O gran finale da trama, que deveria ser a atitude horrenda de Reed para com Becky quando eles ainda eram mais novos, na verdade não passa de algo bobo. Digo, até, que tal fato poderia ser desconsiderado da história ou trocado por algo mais empolgante. Além disso, tudo o que o leitor consegue saber sobre os personagens é o que eles aparentam por meio de suas trocas de mensagens. Não há descrição ou um aprofundamento mais chamativo que cative e faça o leitor se identificar com alguém. E falo isso porque há inúmeros personagens, mas nenhum deles ganhou destaque. Os personagens principais, inclusive, apenas viveram seus papéis.
Outro fator decisivo foram as manias e os pensamentos dos pais de Reed, que, ao meu ver, foram retratados como pessoas com total falta de coerência. Ao mesmo tempo em que são culpados, são, também, criaturas ingênuas, principalmente no que diz respeito às escolhas da mãe do rapaz. Talvez isso tenha afetado a história como um todo também, o que prejudicou o contexto e tirou a vida dos acontecimentos.

Ainda que seja um ponto negativo, acredito que, se a narrativa do livro mesclasse com uma narrativa em terceira ou, até mesmo, em primeira pessoa, talvez a história rendesse um contexto mais interessante e envolvente. Afinal, da forma como foi diagramada, a leitura é extremamente simples e rápida, além da linguagem utilizada ser comum e de fácil entendimento. Isso me fez gostar da história. É realmente uma pena que aquele quê a mais não tenha aparecido para surpreender. Acho que, para quem gosta de uma história mais superficial e sem tantas reviravoltas, a obra é uma indicação e tanto. Já aqueles que gostam de romances intensos e bem trabalhados, com certeza sentirão o peso dos buracos no meio da história.

13 fevereiro 2018

Tag: carnaval em livros

Nunca fui muito de comemorar o carnaval, apesar de adorar as opções de fantasia e a alegria que toma conta das ruas da cidade. A verdade é que essa época, para mim, serve exclusivamente para descansar a mente e me preparar psicologicamente para um novo ano que se inicia, afinal, o ano só começa depois do carnaval, não é mesmo? O problema é que eu não queria deixar essa diversão passar sem encontrar algo que se encaixasse com meu gosto pessoal. Foi aí que encontrei uma tag literária — criada pelo canal Viajando na Estante —, e não resisti. Ela consiste justamente em listarmos alguns livros baseados em categorias, sendo que estas são inspiradas no carnaval.

Confete e serpentina: um livro que te deixou alegre

Um livro recente que ganhou meu coração foi Felicidade para Humanos. A edição não revisada que a editora me enviou está aqui guardadinha com o maior carinho. E mesmo que a história traga algo futurístico, envolvendo Inteligência Artificial e relações líquidas, ela também descreve com precisão a confusão de um coração humano. O livro me fez rir com sacadas leves e diretas, sem precisar apelar para os extremos.

Bloco literário: uma série que todos os volumes foram bons

Confesso que tenho certa preguiça de ler séries literárias, já que, muitas vezes, os livros demoram para serem lançados. Além disso, sou uma pessoa ansiosa ao extremo e não me contento com a espera. Ora, é angustiante, não? Contudo, uma série que me chama bastante atenção é Harry Potter, já que, querendo ou não, sei que todos os livros da saga são incríveis e foram muito bem escritos pela autora. Mesmo não tendo lido todos, ouço comentários que já valem pontos extras na expectativa.

Sambódromo: o melhor livro do seu gênero preferido

Sou apaixonada por livros de romance, mas daqueles romances que fazem a gente suspirar, sabe? Por isso, de todos os meus preferidos do gênero, acho que Como Eu Era Antes de Você possui aquele detalhe extra que se sobressai. Além da história ser linda e trazer lições valiosas escondidas nas entrelinhas, o livro ainda carrega dois personagens principais de peso que foram muito bem construídos pela autora. Nunca encontrei um mísero defeito na trama e acredito que a obra contempla com perfeição todas as características de um bom romance.

Trio elétrico: um livro tão bom que te fez virar a noite

O último livro que li e que me fez ficar naquela situação de "só mais um capítulo" foi Os 12 Signos de Valentina. A escrita é tão fluída e a história é tão bem amarrada que você não consegue simplesmente largar mão do livro no meio de um capítulo. Você quer ler mais, e saber mais, e entender mais sobre o que vai acontecer. A obra realmente mexe com o emocional do leitor, que consegue se conectar facilmente com os personagens e as situações da trama. É complicado ler o livro e não querer devorá-lo em um dia.

Frevo literário: o melhor livro que você leu nos últimos tempos 

Sou péssima em dar privilégios para as minhas leituras, mas, cá entre nós, acredito que Amor Amargo tenha feito um estrago imenso no meu interior, ao mesmo tempo em que juntou todos os caquinhos e me fez enxergar o mundo com outros olhos. Com toda certeza, ele e Extraordinário me fizeram mudar como pessoa. Aprendi valores que jamais poderia esperar encontrar durante uma leitura. Não posso e não consigo escolher um dos dois, mas quebro a regrinha feliz por ter lido histórias tão intensas.

01 fevereiro 2018

Ação e reação que chama, não é?

Li um comentário dias atrás sobre aquela velha história de que temos exatamente o que cativamos. Isso pode incluir teorias, energias, comportamento, atitudes e inúmeros outros fatores que talvez não caberiam ser explicados aqui. Lembra de O Pequeno Príncipe? Pois é! Contudo, vale lembrar que o fato é verídico. Por exemplo, semana passada, em meio a uma chuva de cobranças no trabalho e uma dor de cabeça insuportável, minha vontade era de jogar tudo para o alto e ir embora. E o resultado? Tudo deu errado. E quando digo tudo, quero dizer que absolutamente tudo foi por água abaixo. Foi como se eu tivesse comido um morango embolorado que já estava estragado há semanas e estivesse vendo tudo meio fora de contexto. 
Se eu gostei disso? Obviamente que não, mas, às vezes, a gente precisa se dar ao luxo de surtar um pouco. O problema, meu bem, é que tudo volta em algum momento. Aquela picuinha que você resolveu contar em um churrasco com os amigos vai te dar o troco um dia. E aquela coisa horrível que você desejou para o coleguinha vai acabar acontecendo com você, queira ou não que isso seja verdade. E sabe o por quê? Porque o universo gosta de pregar essas peças insanas com a gente. Porque a energia que a gente transmite para o outro é a mesma que nos rodeia.

Lembro de ter escutado um conselho quando era mais nova sobre nunca fazer aquilo que não quero que façam comigo. É claro que eu não prestei atenção na época. E é claro que também não coloquei em prática. Mas, veja bem, isso não significa que a gente não possa aprender com os nossos erros, não é? 

Hoje em dia já até criei uma tática pessoal para saber exatamente quem vale a pena, mas, ainda assim, tenho o costume bobo de querer confiar em gente que não vale a Coca-Cola que toma. E sabe de outra coisa? Eu não me importo mais. Simplesmente deixo que o universo faça o seu trabalho. Ora, se eu desejar tudo de ruim que houver no mundo, provavelmente essas coisas vão surgiu no meu caminho, certo? Então faço o contrário: desejo tudo de incrível que a vida proporciona, porque não tem nada mais impactante do que ver uma pessoa feliz num mundo de desgraças.

Quando aquele indivíduo te fizer cara feia, abre um sorriso e segue o baile. Se der certo, ótimo, mas se não der, ao menos você continuará com sua leveza. Tenta julgar menos, reclamar menos, criticar menos, ter menos dias de mau-humor.

Meu bem, a gratidão só te traz coisas boas. Não custa nada tentar!
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